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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Zenato - Ripasso 2007


Particularmente sempre gostei muito dos vinhos italianos, particularmente dos Amarones.

Como financeiramente nem sempre é possível comprar um amarone, sempre que encontro algum Ripasso com preço bom procuro comprar e deixar na minha adega.

Os Ripassos são vinhos considerados “irmãos mais novos” dos amarones, ou seja, passam por um processo de vinificação parecido com o dos amarones e por esse motivo acabam tendo características parecidas mas com um custo bem mais accessível.

Este ripasso produzido pela vinícola Zenato (http://www.zenato.it/eng/), é feito utilizando uvas levemente passificadas que são maceradas durante 10 dias juntamente com a borra que sobrou durante a produção do amarone.

Depois disso parte do vinho permanece durante 18 meses em pequenas barricas e outra parte permanece em grandes barricas, ambas de carvalho Eslavonio.

O processo de maturação é finalizado com mais 6 meses de descanso em garrafa antes de ser comercializado.

O Vinho: Ripasso – Valpolicella Superiore

Safra: 2007

Uvas: 80% Corvina, 10% Rondinella, 10% Sangiovese.

Preço Médio: R$ 138,00

Comentários:

Na taça:
Cor vermelho sangue, profundo e denso, bem pouco translúcido,  límpido e brilhante, com aura carmim.

No nariz :
Aromas potentes que saiam da taça e inundavam o ambiente e lembravam frutas vermelhas em compota, chocolate e defumado com notas florais, frutas frescas e um leve mentolado.

Na boca:
Encorpado com taninos macios e uma leve acidez, até um pouco menos do que eu esperava para este vinho e um toque levemente adocicado.

No fundo de taça ficaram aromas de goiabada, café e tostado.

Harmonizou muito bem uma tábua de frios no sábado á noite e dois se saiu melhor ainda com uma macarronada á bolonhesa no domingo.

Na minha opinião este foi mais um ótimo vinho italiano e que vale a pena ser provado!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Rémole 2009

Faremos mais uma pausa nos vinhos nacionais para falar de um vinho italiano que eu adquiri na Ravin (www.ravin.com.br)

Os vinhos italianos são alguns dos que mais me agradam hoje em dia e quando encontrei este toscano “puro sangue”, produzido pela Família Frescobaldi bem na região central da toscana, não resisti em prová-lo.

O Vinho: Rèmole

Safra: 2009

Uvas: 85% Sangiovese 15% Cabernet Sauvignon

Preço Médio: R$ 58,00

Comentários:

Na taça tinha uma bonita coloração rubi brilhante, bem translúcido com aura rosada.

No nariz apresentou aromas de média potência que lembravam frutas frescas como morangos e ameixas com um leve toque adocicado e refrescante.

Na boca mostrou um corpo médio, com tanino firmes e acidez correta. Macio e equilibrado, não deixou “arestas” na boca.

Uma boa persistência e um retrogosto bem frutado completam o conjunto.

Na minha opinião, um vinho delicioso e equilibrado, além de ser bem gastronômico, como a maioria dos vinhos italianos.
Vale a pena ser provado!

terça-feira, 5 de julho de 2011

Tegole 2004

Um vinho que já estava quase fazendo um ano na minha adega.
Para comemorar, nada melhor do que abrí-lo!

Um toscano, proveniente da região de montalcino, terra dos seus famosos Brunelos e produzido pelo conhecido produtor Piccini, que também produz brunelos e outros ótimos vinhos. Tem tudo para ser um bom vinho.


O Vinho: Tegole

Safra: 2004

Uvas: 100% Sangiovese

Preço Médio: R$ 35,00

Comentários:

Na taça mostrou uma cor vermelho alaranjado com aura alaranjada. Limpo, brilhante e levemente translúcido.

Aromas bem potentes, lembrando morangos frescos, cerejas e com notas de hervas, couro, grama molhada.

Na boca foi um vinho de corpo médio, com taninos corretos e acidez perfeita, deixando o conjunto equilibradíssimo. Boa persistencia e com um delicioso retrogosto frutado.

No fundo de taça restaram aromas de frutas frescas e maduras.

Provei este vinho em dois dias consecutivos, uma noite acompanhando um fondue de queijo e no dia seguinte no almoço, acompanhando uma macarronada com frango assado.

Com o fondue não achei 100%, ficou um fundo levemente amargo

Já com o macarrão harmonizou muito bem, combatendo o molho vermelho.

Na minha opinião, uma ótima opção para o dia a dia, um vinho elegante que vale a pena ser provado!

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Etna Rosso 2008

Já havia algum tempo que eu tinha lido sobre esse vinho, um italiano da região da Sicilia, produzido na região próxima ao Monte Etna, um vulcão que está adormecido a muito tempo.

Aproveitei um dia que tirei para cozinhar um risoto com costelinhas de porco e resolvi provar o vinho.

O Vinho: Etna Rosso

Safra: 2008

Uvas: 80% Nerello Mascalese, 20% Nerello Cappuccio

Preço Médio: R$80,00

Comentários:

Na taça mostrou uma coloração muito bonita, vermelho vivo, levemente translúcido com aura levemente alaranjada.

Inicialmente mostrou aromas de média potência e boa persistencia, que lembravam frutas frescas e maduras, romã, cereja, com um toque mineral e notas refrescantes.

Na boca apresentou um corpo entre leve e médio, com uma acidez correta, taninos levíssimos, (até um pouco menos do que eu esperava) com uma boa persistência e retrogosto de frutas frescas. Amargor zero.

Após descansar um pouco, surgiram aromas de frutas em compota e defumado, mostrando sua leve passagem por barricas de carvalho.

No fundo da taça também ficaram aromas defumados e adocicados.

Na minha opinião, um ótimo vinho. Bem equilibrado e macio.
Talvez só tenha faltado um pouco mais de taninos, mas nada que tenha atrapalhado o conjunto. Serviu perfeitamente para acompanhar o risoto de bacon e azeitonas com a costelinha de porco assada.Vale a pena provar.


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Chianti Case Sparse 2008

Depois de muito tempo sem postar minhas degustações, vou tentar aos poucos recomeçar.

Para o reinicio, escolhi um vinho de uma região que gosto muito, um Chianti da Toscana, uma região que na maioria das vezes me mostrou vinhos que me agradaram.

O Vinho: Chianti Case Sparse

Safra: 2008

Uvas: 90% Sangiovese, 10% outras uvas permitidas

Preço Médio: R$50,00

Comentários:

Na taça tem uma coloração vermelho puxado para o rosado, brilhante e translúcido, com uma aura levemente rosada.

O meu primeiro palpite é este seria um vinho leve...

Aromas de média potência e boa persistência me lembram frutas vermelhas frescas, com notas adocicadas, algo terroso e um toque refrescante.

Após algum tempo descansando, não evoluiu muito mas apareceram notas de frutas maduras e o adocicado se intensificou um pouco, mas nada que impressione.

Como esperado, na boca mostrou um corpo entre leve e médio, com taninos suaves mas presentes e uma acidez um pouco abaixo do que eu esperava para um Chianti, mas no conjunto ainda se manteve como um vinho equilibrado.

Deixou na boca um retrogosto frutado com boa persistência.

No fundo de taça restaram aromas de frutas frescas, com um toque de fumaça.

Na minha opinião este é um vinho simples, para ser bebido sem muitas expectativas.

Considero este um bom valor para um Chianti, mas este não chegou a me encantar. Acredito que poderíamos encontrar outros italianos de qualidade um pouco superior por um preço semelhante, mas vale a pena provar este aqui.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Brunello di Montalcino - Innocentti


Mais uma ocasião especial para mim.
Desta vez foi a comemoração do meu quarto aniversário de casamento.
Como não poderia deixar de ser, para comemorar, novamente tirei da adega uma das minhas melhores garrafas que eu tinha.

Um Brunello di Montalcino que trouxe da Itália no ano passado.

O Vinho: Brunello di Montalcino - Innocenti

Safra: 2002

Uvas: 100% Sangiovese

Comentários:
Vermelho profundo com aura alaranjada, mostrando sua evolução em barricas de carvalho.

Aromas de média intensidade onde se destacaram as frutas maduras com um forte aroma floral, com toques de especiarias, defumado e hortelã.

No palato mostrou um corpo médio com taninos bem amaciados, mas com uma acidez um pouco elevada.
Essa característica me fez acreditar que essa garrafa merecia ter ficado guardada por mais alguns anos antes de ser aberta.
Depois de uma hora e meia de decantação, o vinho melhorou muito e ficou muito mais equilibrado.

Apesar de ter aberto esta garrafa precocemente, gostei muito do vinhoe com certeza é uma ótima pedida para ocasiões especiais, mas se você comprar uma garrafa dessa mesma safra vale a pena deixa-la guardada por mais alguns anos antes de abrir.
Com certeza você não irá se arrepender.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amarone Della Valpolicella DOC


Em comemoração ao aniversário de 1 ano do O Tanino, resolvi “tirar as correntes” da minha adega e sacar lá de dentro um vinho de qualidade superior, algo digno de uma comemoração.

Depois de muito relutar, decidi por este Amarone produzido por Boscaini Carlo.

Se muita enrolação, vamos ao que interessa.

O Vinho: Amarone Della Valpolicella Clássico DOC S. Giorgio

Safra: 2004

Uvas: 50% Corvina, 35% Corvinone, 10% Rondinella, 5% Croatina & Dindarella

Comentários:
No site do produtor consta a informação de que foram produzidas apenas 3500 garrafas nesta safra e o vinho fica envelhecendo por 18 meses em tonéis de carvalho eslovaco.

Ao servir a taça, apresentou um vermelho rubi com aura alaranjada, levemente translucido.

Logo em seguida apareceram aromas leves e refrescantes que lembravam frutas vermelhas frescas com um toque de couro e mentolado.

Na boca foi onde este vinho mais me surpreendeu.
Corpo médio a encorpado.
No primeiro gole pareceu quente, revelando os seus 15,5% de álcool.
Mostrou taninos bem macios, uma boa acidez que não atrapalha em nada e um toque adocicado que contrasta com um final de boca levemente amargo
Uma longa persistência completa o conjunto.
E apesar de tudo isso, estava equilibrado. E muito.

Este vinho tem presença, bem marcante. Tudo nele é grandioso mas sem perder a harmonia
Ao meu ver é o tipo de vinho que pode ser chamado de “vinho de meditação”. Você serve uma taça e fica várias horas apreciando.

Vale a pena provar!

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Barolo Cerequio 2001


Sempre digo que os grandes vinhos merecem ser abertos em acasiões especiais.

Para o meu aniversário reservei um barolo que trouxe da Itália no ano passado.

O barolo é um dos vinhos mais especiais já produzidos na Itália, e particularmente o podutor Michele Chiarlo foi o único a conseguir nota máxima no guia Gambero Rosso por quatro anos seguidos.

O Vinho: Barolo Cerequio

Safra: 2001

Uvas: 100% Nebiollo

Comentários:
Na taça apresentou uma cor vermelho puxado para o marrom, com aura laranja e brilho médio.
A rolha estava bem infiltrada, mas aparentemente não afetou o vinho.

Aromas leves mas com grande complexidade, que lembravam frutas vermelhas frescas, amêndoas e chocolate, com um toque de defumado e mentolado.

Na boca apresentou um corpo médio com grande persistência, acidez corretíssima e taninos macios mas ainda presentes.
É o tipo de vinho que deixa a boca pedindo mais um gole.

Depois de decantado por uma hora o vinho ficou muito mais aberto, desapareceram os aromas frutados e apareceram aromas mais delicados, como grama cortada e notas florais.

Sem duvida este é um grande vinho, mas com um estilo bem diferente dos vinhos chilenos e argentinos que normalmente temos mais contato.

Com certeza valeu cada centavo dos 35 euros que paguei por ele.
Se voce tiver oportunidade, vale a pena provar.

domingo, 21 de junho de 2009

Grotta Rossa 2003


Como já escrevi algumas vezes aqui no blog, gosto muito dos vinhos italianos e sempre que possível provo mais um deles.

O Vinho: Grotta Rossa

Safra: 2003

Uvas: 100% Carignano del Sucris

Comentários:
Na taça mostrou uma cor vermelho profundo com uma bonita aura laranja escuro.

Apresentou aromas leves mas pouco persistentes que lembravam frutas frescas com um leve toque metálico.

Na boca mostrou-se um vinho elegante, com um corpo leve, um leve ataque dos taninos e uma leve acidez, correta para um vinho italiano.

Deixou no fundo de taça um aroma frutado e na boca um retrogosto frutado mas pouco persistente.

Na minha opinião este é um bom vinho para ser degustado sem muitas expectativas.
Bom para acompanhar um almoco de domingo.

sábado, 4 de abril de 2009

Masi Modello Delle Venezie 2005


Os vinhos italianos sempre foram alguns dos meus favoritos.

Este, em especial, é produzido pela vinícola Masi, que também produz vinhos na Argentina, como o Paso Doble.

O Vinho: Modello delle Venezie

Safra: 2005

Uvas: Refosco, Raboso e um pequeno percentual de outras uvas da região.

Comentários:
Vermelho translúcido com aura levemente alaranjada.

Uma curiosidade sobre essa garrafa é que pela primeira vez eu vi uma rolha sintética branca.

Apresentou aromas leves e refrescantes com um leve toque de menta.

Na boca revelou um corpo leve praticamente sem taninos, acidez correta e um leve toque adocicado.

Leve retrogosto frutado e fundo de taça com um leve toque de menta.

Apesar da minha grande simpatia pelos vinhos italianos, este me pareceu um pouco sem graça pois faltou um pouco de paladar.
Sinceramente, imaginei que fosse um pouco melhor.

domingo, 12 de outubro de 2008

Batasiolo Moscato D´asti


Este é um dos poucos vinhos que comprei mais de uma vez, e quando vi que foi lançada a safra nova, não deixei de provar mais uma vez.

O Vinho: Batasiolo Moscato D´asti

Safra: 2007

Uvas: 100% Moscatel

Comentários:
Na taça mostrou uma cor amarelo palha, límpido, transparente e com uma perlage bem fina.

Sim, este é um espumante. Na verdade é o único que eu conheço que é engarrafado em garrafas normais.

Aromas de maracujá, doce de abacaxi e notas adocicadas.

No palato é leve e doce, lembrando doce de abacaxi e mel.

Com apenas 5,5% de álcool e doce no paladar, esta é uma ótima pedida para quem não gosta de vinhos secos mas gosta de beber um bom espumante.

Aproveitando a proximidade das festas de final de ano, harmonizei com um panetone de frutas e ficou perfeito. Sirva bem gelado, se possível no balde com gelo para manter a temperatura baixa por mais tempo. Ótimo para o verão!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Villa Antinori


A vinícola Marchesi Antinori é conhecida por produzir ótimos vinhos em várias regiões italianas, entre elas a Toscana, onde é produzido este vinho.

O Vinho: Villa Antinori

Safra: 2003

Uvas: 60% Sangiovese, 20% Cabernet Sauvignon, 15% Merlot e 5% Syrah

Comentários:
Rubi profundo com reflexos alaranjados, mostrando o resultado dos 12 meses de estágio em barris de carvalho.

Aromas intensos de frutas maduras, ameixa, grama molhada e um toque de mel.

Na boca mostrou-se um vinho elegante e macio, com taninos suaves, uma leve acidez que pede por comida e um toque levemente adocicado.

Um ótimo exemplo de vinho com madeira na medida exata, muito bem integrada às frutas, deixando um retrogosto persistente de frutas maduras.

Ao meu ver este é um ótimo vinho, mas pelo seu preço (cerca de R$90,00) vale ser guardado para alguma ocasião especial.


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Terlan - Lagrein


Novamente demonstro aqui a minha curiosidade em conhecer castas autóctones e castas pouco divulgadas para o público em geral.

Esta é a casta Lagrein, autóctone da Itália que segundo o site do produtor, vem sendo cultivada a mais de cem anos na região do Alto Adige( Região Nordeste da Itália).

O Vinho: Terlano - Lagrein

Safra: 2003

Uva: 100% Lagrein

Comentários:
Vinho límpido e brilhante com uma cor vermelho profundo com reflexos violáceos.

Segundo o produtor, este vinho passa 16 meses em grandes tonéis de carvalho mas ao contrário do que eu imaginaria, os aromas provenientes deste estágio estão perfeitamente equilibrados com os demais, onde eu citaria os aromas de frutas maduras, compota, terra molhada e toques amendoados. Apesar do estágio em carvalho, não apresentou os aromas característicos de baunilha e madeira queimada.

Na boca mostrou um corpo leve, bem refrescante, muito equilibrado e com um retrogosto muito agradável.

Como grande parte dos vinhos italianos, este praticamente pede comida. Fiz alguns testes e verifiquei que ele é um pouco fraco para acompanhar um queijo parmesão, mas com um naco de queijo meia cura ficou perfeito.

Uma curiosidade: no contra rótulo os textos estão em italiano e em alemão, coisa que eu particularmente nunca havia visto antes.

Este não é o vinho Top do produtor, mas mesmo assim é um ótimo vinho que vale ser comprado novamente.