quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Concurso Cultural Nosso Vinho
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Quer saber mais sobre o Jerez?
O método de elaboração O Jerez, como o vinho do Porto, é um vinho fortificado, isto é, que recebe a adição de aguardente vínica, tornando-se mais alcoólico e "mais forte".
No Porto a aguardente é adicionada durante a fermentação, interrompendo-a e originando um vinho doce, enquanto no Jerez ela é adicionada após a fermentação ser concluída, dando um vinho seco.
O aroma e gosto especiais e únicos do Jerez se devem à uva, ao método de elaboração específico e ao envelhecimento pelo sistema de “solera” que comentaremos mais à frente.
O Jerez sempre é um corte (mistura) de vinhos de vários anos diferentes e não de uma só safra.
O Jerez é envelhecido pelo sistema original: o sistema Solera, onde são utilizados barris de carvalho americano, denominados botas, com capacidade para 600 litros, cheios até 5/6 de sua capacidade.
Enquanto em outras regiões vinícolas os barris são hermeticamente fechados, em Jerez eles são abertos para permitir que o vinho seja airado pela brisa do sudoeste.
Terminada a fermentação alcoólica e esgotados os açúcares do mosto, as leveduras sobem até a superfície e formam uma película, o velo de flor (véu de flor) ou simplesmente flor de Jerez.
Esses microorganismos permanecem na superfície do vinho, e aí, na presença do oxigênio do ar, transformam alguns componentes do vinho. Esse processo de intensa e contínua ação metabólica das leveduras da flor denomina-se crianza biológica e, na realidade, é um envelhecimento biológico do vinho, e confere as características organolépticas (sensoriais) únicas do Jerez.
As botas são colocadas em, pelo menos, três fileiras superpostas. A primeira, a solera, colocada no chão, contém o vinho mais velho pronto para ser engarrafado e as que estão sobre ela denominam-se criaderas. A quantidade de vinho que é retirada da solera é reposta com o vinho da fileira logo acima, a primeira criadera, que por sua vez é completada com o vinho da fileira superior, a segunda criadera e assim por diante, até a criadera superior (mais jovem) que é preenchida com o vinho mais novo daquele ano.
Existem oito tipos principais de Jerez, a saber:
Fino - é pálido da cor da palha, seco, com um aroma delicado de torrefação e de nozes, seco e leve no paladar e envelhecido sob a "flor". Deve ser servido ligeiramente gelado.
Manzanilla - é um Fino muito seco, exclusivo das bodegas de Sanlúcar de Barrameda, onde é envelhecido sob a "flor". Possui as características do Fino, acrescidas de aroma e gosto da brisa marítima que existe nas bodegas de Sanlúcar. Também deve ser servido ligeiramente gelado.
Amontillado - tem cor âmbar, é seco, envelhecido e tem aroma de nozes, porém mais intenso e mais fresco do que os dois anteriores. Na boca é mais macio e encorpado.
Oloroso – seco, às vezes doce, envelhecido, encorpado, da cor âmbar do mogno e, como o seu nome sugere, seus aromas são fragrantes e intensos e lembram também a nozes.
Palo Cortado – seco, envelhecido, muito pouco produzido.
Pale Cream - de cor de palha bem pálida e com aromas de torrefação é macio e doce no paladar.
Pedro Ximenez – doce produzido por poucas vinícolas, equivale ao tipo anterior.
Cream - é um Oloroso muito doce feito com a uva Pedro Ximenez. Tem cor de mogno bem escuro e aromas de torrefação intensos e delicados. No palato é bem doce, redondo, aveludado e bem encorpado.
Fonte:http://www.enoteca.com.br/index.php?id=31821
sábado, 15 de agosto de 2009
O Primeiro Aniversário do O Tanino!

quarta-feira, 8 de julho de 2009
Você conhece o vinho madeira?

Na ilha apelidada “pérola do Atlântico”, produz-se o vinho generoso “Madeira”. Este vinho possui uma longevidade fora do comum, aromas complexos e um sabor distintivo que ganhou notoriedade mundial.
A ilha da Madeira tem um clima tipicamente mediterrânico: temperaturas amenas durante todo o ano e baixas amplitudes térmicas, embora a humidade atmosférica seja sempre elevada. Os solos são de origem vulcânica e pouco férteis. O relevo da ilha é muito irregular, por isso as vinhas são plantadas nas encostas de origem vulcânica.
A Denominação de Origem Madeira é constituída por cerca de 450 hectares de vinha, onde são plantadas castas tintas e brancas. A casta Tinta Mole é a mais plantada na região, contudo também existem castas mais raras como a Sercial, a Boal, a Malvasia e Verdelho.
Os melhores vinhos da Madeira são aqueles que provêm das vinhas plantadas nas zonas de menor altitude.
A casta Malvasia foi aquela que desde tempos seculares se destacou na produção do vinho generoso da Madeira. Além da casta Malvasia utilizam-se, na produção do Madeira, as castas Sercial, Boal e Verdelho que conferem quatro níveis de doçura ao vinho (doce, meio doce, meio seco e seco).
O vinho da Madeira começou a ser exportado para todo o mundo a partir do século XVIII. Os barris de vinho eram transportados em barcos, por isso ficavam sujeitos a inúmeras variações de temperatura até chegarem ao destino. Uma vez no destino, havia vinho que não sendo vendido, voltava para o destino de origem. Uma vez na Madeira, verificava-se que o vinho apresentava-se muito mais aromático e com novo sabor. Deste modo, a partir de 1730, os barris de Madeira começaram a ser enviados em longas viagens com o objectivo de apurar as qualidades do vinho.
No início do século XIX, os produtores começaram a estudar formas de reproduzir os fenómenos de aquecimento e arrefecimento a que os vinhos eram sujeitos em alto mar. A estufagem e o canteiro foram os processos utilizados para simular as acções de aquecimento/arrefecimento e consequentemente melhorar as qualidades do “Madeira”.
Na estufagem o vinho é aquecido em recipientes durante três meses. É um processo relativamente rápido, barato e utilizado nos vinhos menos complexos e com menos qualidade. No método canteiro, o vinho é colocado em pipas de madeira que são colocadas junto ao telhado das adegas, de forma a receberem mais calor e sol.
Shakespeare
Um vinho requintado.
Duque de Clarence
Delicioso Madeira
Além das extraordinárias qualidades relativamente aos aromas e sabor do vinho da Madeira, este generoso possui uma longevidade pouco comum. O Madeira é praticamente eterno, pois passados muitos anos após o seu engarrafamento, as suas características permanecem inalteradas.
Fonte: Infovini.
sábado, 4 de julho de 2009
Brasil cria sua primeira D.O.
Rumo a um novo statusPraticamente concluído, regulamento define Merlot como `ícone' dos tintos da futura Denominação de Origem Vale dos Vinhedos
Por Giovani Capra
Primeira região brasileira a conquistar uma Indicação de Procedência (IP), em 2002, o Vale dos Vinhedos planeja obter brevemente um status ainda superior – o de Denominação de Origem (DO). Confirmada tal ascendência, o Vale, na atual condição uma área reconhecida por sua qualificada produção vinícola, passará a ser uma zona distinta por conta da elaboração de um vinho particular, característico, devido ao meio geográfico, incluídos fatores naturais e humanos. Ou seja, o vinho do Vale dos Vinhedos a exibir o apelo de DO ostentará o atributo de ser um produto singular, que só é feito ali. É algo bastante sutil – mas são só as sutilezas, afinal, que permitem diferenciar entre o que é muito bom daquilo que é excelente...
O regulamento de uso estabelecendo os parâmetros para que se expresse tal peculiaridade está praticamente concluído, relata o coordenador-geral do programa de desenvolvimento de Indicações Geográficas de vinhos e espumantes da Serra Gaúcha, pesquisador da Embrapa Uva e Vinho Jorge Tonietto. O documento, detalha ele, define, entre outros aspectos, os tipos de vinho, respectivas variedades de uva, sistemas de condução e manejo da videira, tecnologias enológicas e normas de rotulagem autorizados para a elaboração do produto que depois exibirá a apelação de Denominação de Origem.
Por exemplo, foram estabelecidas como cultivares principais para produção na DO as castas Merlot, para os tintos, e Chardonnay, para os brancos, por serem as que apresentam melhores características de adaptação e diferenciais de qualidade na vinificação.
Ao lado, confira alguns dos itens do regulamento, elaborado pelo conselho regulador da Associação dos Produtores de Vinhos Finos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) e por pesquisadores da Embrapa Uva e Vinho e da Universidade de Caxias do Sul (UCS). O projeto todo do Vale inclui, além destas instituições, Embrapa Clima Temperado e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), com suporte financeiro da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e apoio institucional do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin).No momento, de acordo com Tonietto, trabalha-se no sentido de determinar as normas de controle de qualidade dos produtos e processos. A proposta, nota ele, é garantir o cumprimento das regras do regulamento, assegurando a total rastreabilidade (a possibilidade de descrever a história, desde a origem aos processos aplicados em sua elaboração) dos vinhos.
O pesquisador informa que a intenção é encaminhar no segundo semestre deste ano o pedido de reconhecimento da DO ao órgão que o outorga no Brasil – o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). Com isso, a expectativa é de que até o final de 2010 o Vale dos Vinhedos passe a ostentar a condição de região com Denominação de Origem.O regulamento de uso para a Denominação de Origem (DO) Vale dos Vinhedos prevê, entre outras regras:
* A distinção estará limitada a três tipos de vinho: espumantes (excluindo-se os moscatéis), tintos e brancos finos;
* Para a elaboração de espumantes, serão três as variedades de uva autorizadas: Chardonnay, Pinot Noir e Riesling Itálico. No rótulo principal, será proibido destacar a eventual variedade predominante – podendo, contudo, o corte ser detalhado no contrarrótulo. "A proposta é evidenciar o conceito `Espumante do Vale dos Vinhedos'", assinala o pesquisador Jorge Tonietto;
* Para a elaboração de vinhos tintos, serão quatro as variedades de uva autorizadas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat e Cabernet Franc.
O único varietal permitido será o Merlot – sendo que o vinho deverá ter sido elaborado com, no mínimo, 85% de matéria-prima de tal casta. O percentual, observa Tonietto, foi definido tendo em vista o fato de que se trata do patamar adotado em um dos mercados-alvo do processo pela conquista da DO, a Europa – embora a legislação brasileira preveja que um vinho seja identificado como varietal já quando apresentando 75% de uma cultivar em sua composição. As outras três variedades permitidas pela DO, portanto, só poderão ser usadas em assemblages, com Merlot – que deverá responder por, pelo menos, 60% do corte;
* Para brancos, serão duas as variedades autorizadas: Chardonnay e Riesling Itálico. O único varietal permitido será o Chardonnay – também respondendo por, no mínimo, 85% da composição do vinho.
Como no caso dos tintos, a uva Riesling Itálico só poderá ser utilizada em cortes, com Chardonnay – esta com, igualmente, 60% do assemblage, no mínimo;
* Para qualquer vinho, o uso de madeira será permitido exclusivamente na forma de barricas de carvalho para amadurecimento (ou seja, exclui-se a possibilidade de utilização de chips, maravalha etc.);
* Os vinhos não poderão sofrer chaptalização (a correção da graduação alcoólica, por meio da adição de açúcar);
* O sistema de condução de vinhedos deverá ser, exclusivamente, a espaldeira;
* A produtividade máxima de uva será de 10 toneladas por hectare, para vinhos tintos ou brancos finos; para espumantes, 12;
* A uva deverá ser 100% oriunda da área delimitada do Vale dos Vinhedos, para todas as cultivares autorizadas.
São pelo menos 15 os tópicos particularizando as exigências dos padrões de qualidade de cada produto. Jorge Tonietto ressalta que tais normas serão aplicadas aos produtos detentores do status de Denominação de Origem Vale dos Vinhedos. Ou seja, a conquista da Denominação não significa que não se elaborará mais outros vinhos no Vale, com características diversas quanto a práticas vitícolas, enológicas e comerciais: sua produção não será `proibida', mas, por exemplo, um vinho tranquilo rosé local, pelas regras, não poderá ostentar a distinção de DO.
De outra parte, com a conquista da Denominação de Origem, a Indicação de Procedência Vale dos Vinhedos, passará, na prática, a não mais existir – noutras palavras, será incorporada pelo conceito de DO, mais qualificado e específico, com todas suas modificações.
Fonte: http://www.jornalbonvivant.com.br
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Incêndios Ameaçam Vinhedos Top da Califórnia

Um incêndio florestal que varre o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, ameaça os vinhedos de algumas das melhores vinícolas da região.
Os vinhedos de Au Bon Climat, Firestone, Foley States e Bodegas Brophy Clark, entre outros, poderiam ser devastados se o fogo continuar a propagar-se pela região.
O movimento rápido do fogo até agora já queimou mais de 500 acres de terra e levou o Governador Arnold Schwarzenegger a decretar estado de emergência.
O fogo está se alastrando rapidamente por causa da temperatura recorde desta temporada e pelos fortes ventos, de até 50mph.
O incêndio já havia afetado cerca de 100 casas em Santa Bárbara quando as autoridades informaram que haviam controlado cerca de 70% do fogo, e esperavam que em poucos dias o fogo seria controlado por completo.
De acordo com as autoridades locais, o incêndio foi provocado por uma falha no equipamento usado para realizar a queima controlada da vegetação seca. Devido a esse problema, foram evacuadas da região cerca de 23 mil pessoas.
Fonte: www.vendima.cl
domingo, 3 de maio de 2009
França Bane Rosé "Artificial"
No próximo dia 27 de Abril, a Comissão Europeia irá ratificar uma alteração na legislação pela qual será permitido produzir vinho rosé a partir do mix de vinhos tintos e brancos, como parte de um pacote de reformas na produção de vinho.“Estou absolutamente contra esta medida insensata de permitir a produção de vinhos artificiais”, referiu Barnier no passado Domingo numa entrevista à rádio RTL, admitindo que iria solicitar uma proibição europeia contra a mistura de vinhos.“Em todo o caso, se outros países desejam produzir tais vinhos artificiais, manteremos a nossa sanção no que diz respeito à produção de vinhos rosé a partir de misturas pelo respeito ao nosso consumidor e esforços feitos pelos produtores franceses na qualidade e tradição dos seus vinhos”, disse Barnier.
O líder mundial na produção de vinhos rosé ainda produz os rosés a partir de uma breve maceração dos vinhos tintos, removendo-os antes de ganharem uma cor forte. Muitos dos produtores gauleses estão furiosos por causa da possibilidade da prática de misturas poder vir a ser autorizada.
Do lado da Comissão europeia, Mariann Fischer-Boel, comissário para a Agricultura, já indicou que não planeia efectuar quaisquer alterações e manter o acordo encontrado para a reforma do sector do vinho.
Fonte:www.lusowine.com
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Lançamento Chileno

Undurraga Altazor 2006
terça-feira, 21 de abril de 2009
O Primeiro Vinho Medicinal

quarta-feira, 15 de abril de 2009
Crise atinge vinhos Chilenos
O Chile exportou o ano passado 588 milhões de litros, que se comparam desfavoravelmente aos 700 milhões que foram exportados em 2007, representando uma baixa de 9,6% referente a diminuição do volume adquirido por seus maiores compradores: Grã Bretanha e Estados Unidos.
Esta diminuição está vinculada a uma diminuição mundial no consumo do vinho constatada por restaurantes e lojas.
Também existe o estoque acumulado pelos grandes mercados mundiais, resultado das compras maiores registradas na primeira metade do ano passado e tudo isso está influenciando desfavoravelmente as exportações chilenas, explica Maximiliano Moraes, diretor de marketing da empresa vitivinícola Andes Wine.
Fonte: www.vendima.cl
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Quanto Vale um Vinho??

Os maiores connaisseurs reúnem-se a cada primavera em Bordeaux, desde o início dos anos 1970, para as degustações, conhecidas como campagne primeur. Mas isso nunca aconteceu em meio a uma recessão tão profunda, após um mercado tão borbulhante. Os salários inflados dos anos gloriosos de Wall Street e o dinheiro barato para a população em geral, que formaram uma bolha em imóveis, ações e outros ativos, produziram também a bolha do vinho.
O sistema en primeur, ou futuros de vinhos, funciona em benefício dos châteaux produtores, rendendo-lhes dinheiro para uma parte do produto enquanto ainda está no barril. Investidores e consumidores têm a chance de comprar vinho a preços com potencial para aumentar substancialmente.
As cotações futuras de vinhos variam amplamente segundo a qualidade da safra. Entretanto isso pareceu mudar depois que um 2005 excepcional criou uma espiral ascendente dos preços. As safras de 2006 e 2007 foram apenas médias, mas os preços não caíram, mantidos no alto por um excesso de novos ricos perdulários.
Agora, muitos dos especuladores que empurraram as cotações para níveis exorbitantes desapareceram ou passaram de compradores a vendedores na tentativa de levantar dinheiro para cobrir suas apostas excessivamente alavancadas. E os banqueiros e traders que não pensavam duas vezes para detonar centenas de dólares numa garrafa agora estão receosos de perder suas bonificações, quando não seus empregos.
Por isso, alguns compradores estrangeiros decidiram não comparecer às degustações deste ano, queixando-se de que os principais châteaux não aceitariam que num mercado tão debilitado os preços devam cair. Alguns negociantes menores, cujas vidas dependem de vender o vinho, incluindo alguns intermediários de Bordeaux conhecidos como négociants, estariam ameaçados de falir.
Simon Staples, diretor de vendas dos vinhos finos Berry Bros. & Rudd, em Hampshire, na Inglaterra, afirmou que a distância entre as expectativas de preços sustentadas por mercadores de vinhos e as dos châteaux, sobre o que se espera ser uma safra decente, mas não excelente, foi a maior que ele viu em duas décadas.
Ele acrescentou que os châteaux principais esperam cortar em 15% os preços sobre os en primeur de 2007 para mostrar boa fé, "mas cortar o preço em 50% a 60% é a única coisa que vai funcionar".
Staples chamou a atenção para o exemplo do Château-Lafite Rothschild, um Bordeaux Premier Cru que subiu de 675 libras, ou US$ 955, a caixa de 12 garrafas, em futuros de 2002, para 4 mil libras a caixa para 2005 - que ele qualificou de "a melhor safra que eu já provei". Mas apesar dos anos seguintes apenas médios, o preço só caiu para 3.500 libras em 2006 e 2.800 libras em 2007. Ele estimou que custa ao château de 10 libras a 13 libras para fazer uma garrafa do vinho.
Tanto a Christie’s como a Sotheby’s, as casas leiloeiras, dizem que as vendas continuam fortes em seus leilões, que têm como tradiçao oferecer garrafas excelentes.
E as pessoas não reduziram seu consumo total de vinho, segundo Lulie Halstead, presidente executiva da empresa de pesquisa e consultoria Wine Intelligence. "Mas o que estamos vendo é que as pessoas estão procurando preços um pouco mais baixos", disse. Segundo ela, os consumidores estão "gastando menos em restaurantes e comprando vinhos mais caros para ostentar em casa".
As previsões baseadas no clima durante a temporada de cultivo do ano passado sugerem que o Bordeaux 2008 se classificará como médio para muito bom. Os châteaux deverão divulgar seus preços para a nova safra até o fim de junho, com base em grande parte nos burburinhos das avaliações da semana passada.
Staples afirmou que se os principais châteaux decidirem que o mercado não suportará seu preço, eles têm caixa suficiente para simplesmente manter a safra 2008 fora do mercado, retendo-a por até dez anos se for preciso, quando os vinhos estariam prontos para serem vendidos a varejistas e restaurantes. Ele se disse otimista, porém, de que as negociações serão bem-sucedidas.
Há preocupações, entretanto, com os muitos produtores menores de Bordeaux, que precisam da liquidez que as vendas futuras proporcionam. Em particular, os comerciantes de vinhos que dependem de vendas en primeur e os négociants - que agem como intermediários entre os châteaux e o mercado em geral - poderiam ser duramente atingidos.
O crítico americano de vinhos Robert Parker observou a mesma coisa em novembro, prevendo em seu blog que haveria "muitas baixas".
Numa mensagem por e-mail na semana passada, ele também pareceu pessimista. "Em termos de preços de vinhos, mesmo a ponta do luxo está fraca, mas não caiu tanto como imóveis, arte e ações", disse Parker. "Entretanto, a compra de vinhos de ponta se desacelerou consideravelmente, e suspeito que o que se desenrolará nos próximos seis meses derrubará ainda mais os preços."
David Sokolin, um negociante de vinhos finos de Bridgehampton, Nova York, observa outro obstáculo potencial. "Se os produtores cortarem os preços suficientemente para o en primeur de 2008, para movimentar seu produto, eles poderiam solapar os preços da safra 2007", disse ele. Isso prejudicaria comerciantes e investidores que ainda retêm a safra passada porque seus estoques desses vinhos perderiam valor.
Todos os produtores de Premier Cru, ou os de mais alta classificação - Château Lafite Rothschild, Château Margaux, Château Latour, Château Haut-Brion e Château Mouton-Rothschild - não atenderam a pedidos de entrevistas. Mas Jean-Guillaume Prats, diretor do Château Cos d’Estournel, um Bordeaux Second Cru, reconheceu que os preços caíram nos últimos seis meses. "Isso é verdade para todos os vinhos finos do mundo", disse ele, "e isso é verdade também para muitos artigos de luxo."
Prats sugeriu que os produtores busquem um entendimento com os comerciantes. "A especulação não está na ideia de ninguém neste momento, em nenhuma área", acrescentou. "É bom que o mercado esteja voltando aos fundamentos."
Angélique de Lencquesaing, uma das fundadoras do iDealwine, um site de leilões online em Paris, disse que será difícil produtores aceitarem preços mais baixos. "Na Inglaterra e outros países, as pessoas têm uma visão do vinho como um produto financeiro cujo valor pode subir ou descer", disse ela. "Na França, o vinho é sagrado."
Fonte: International Herald Tribune/Estadão.com
terça-feira, 3 de março de 2009
Você conhece a Roda dos Aromas?
A Roda dos Aromas foi criada por volta do ano de 1990 pela Doutora Ann C. Noble, do Departamento de Enologia da Universidade de Davis, na Califórnia e consiste em 3 círculos concêntricos, nos quais foram organizados os aromas mais comumente encontrados nos vinhos, desde os aromas primários até os terciários.
Ou seja, você está degustando um vinho e sente um aroma que não se recorda qual é..........dê uma olhada na roda dos aromas que possivelmente ele estará lá.
É só ir seguindo os aromas, do centro do círculo para fora que automaticamente voce estará indo dos aromas mais genéricos (frutado, amadeirado,etc) até chegar nos aromas mais específicos (ameixa, café,etc).

Aqui neste link voce encontra uma versão ampliada da Roda dos Aromas que voce poderá imprimir para ter em mãos sempre que achar necessário.
http://i76.photobucket.com/albums/j4/jrvicent/Roda-dos-Aromas.jpg
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
II Degustação Online O Tanino
é com grande prazer que convido todos a participar da II Degustação Online O Tanino que será realizada no dia 08/03/09 às 20:00Hs.
Da mesma forma que na degustação anterior, abrirei uma sala de chat com senha no provedor Terra onde iremos nos reunir para degustar o vinho ao mesmo tempo enquanto conversamos sobre a garrafa em questão.
Assim, peço que os interessados entrem em contato pelo e-mail otanino01@gmail.com para saber os detalhes de como acessar a sala de chat no dia do evento.
Desta vez o vinho será o italiano Corvo Rosso 2006, que é facilmente encontrado nos supermercados de todo o Brasil, facilitando a compra para todos que se interessarem em participar da degustação.
Aguardo a participação de todos!
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
Etiquetas para Identificação de Vinhos
Não sou o cara mais organizado deste mundo, isso não é nenhum segredo, mas existem algumas coisas que eu tenho prazer de manter organizadas mesmo que esta organização não seja extremamente necessária.
E é justamente esse o caso das minhas adegas climatizadas.
Possuo duas adegas pequenas e desde que comprei a primeira, tenho procurado uma maneira econômica de fazer a identificação das garrafas.
Inicialmente, comprei no Chile algumas etiquetas plásticas, bem bacanas, mas não me agradaram por dois motivos. Primeiro que o espaço para identificar o vinho era pequeno, apenas 2 linhas e segundo que o preço delas aqui no Brasil era absurdo, coisa de R$30,00 para uma embalagem com 20 etiquetas.
Se os espaços me agradassem, ainda continuaria usando, mas pagar caro por alguma coisa que nao agrada, não é muito o meu estilo.
Assim, descatei logo essa opção e resolvi desenvolver uma etiqueta personalizada, com os campos e o tamanho que me interessasse. Assim, depois de alguns testes, acabei chegando neste padrão de etiquetas que agora disponibilizo para todos os amigos que tiverem interesse.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Primeira Degustação Online O Tanino

domingo, 18 de janeiro de 2009
Degustação Virtual

Amigos, após algum tempo pensando a respeito, resolvi aproveitar uma idéia que vi originalmente no grupo Degustação de Vinhos no Yahoogroups e tentar implementá-la no meu blog.
Assim surgiu a idéia deste convite para uma degustação virtual.
E como funciona uma degustação virtual?
Escolhemos um rótulo que seja facilmente encontrado por todos os participantes e cada um compra sua própria garrafa.
Depois, em uma data combinada iremos nos reunir em uma sala de chat para abrirmos o vinho e trocarmos impressões sobre o rótulo escolhido.
Se voce estiver interessado em participar dessa degustação, entre em contato pelo e-mail otanino01@gmail.com para receber maiores detalhes sobre esta degustação.
Aguardo seu contato!
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
O Vinho e a China - Por Renato Martinelli
E como estamos em época de olimpíadas, o tema nao poderia deixar de ser a China.
O Vinho e a China - Por Renato Martinelli
As Olimpíadas estão ai e os olhos são todos para China. O país mais populoso do mundo recepciona ao mundo mostrando toda sua cultura.
A china não passa somente por transições políticas e renovações. Com crescimento inigualável, traz na produção de seus vinhos uma revolução. A china é hoje o segundo mercado importador de vinhos finos. Alguns entusiastas dizem que o país superará os Estados Unidos, tornando-se um dos principais mercados em um futuro próximo.
O mercado de luxo avança ferozmente em diversos setores, e o vinho caminha em paralelo.
Um Estudo realizado pela International Wine and Spirirt Record mostra que em um horizonte temporal de 10 anos (1999-2009) o mercado chinês venha a crescer cerca de 78%. A decida progressiva das tarifas de importação sobre o vinho, na seqüência da adesão da China à OMC, e a promoção publica das virtudes do consumo de vinho tinto, ajudam a incrementar dados aos produtores de vinho de todo o mundo.
Toda a mídia especializada está começando a publicar suas revistas em chinês, uma delas é a revista inglesa DECANTER. Além disso, vários restaurantes famosos também estão procurando seu espaço em território Chinês. Com a abertura do mercado aos vinhos do mundo, o consumidor chinês está se tornando mais exigente, buscando informações como: marca, sabor, região produtora, até mesmo qualificação de seus enólogos. Um entrave na questão do vinho na China é a língua e também a culinária. Os pratos chineses são variados, diferentes do europeu. Por isso é necessária uma atenção especial à harmonização dos vinhos em uma culinária exótica como a chinesa.
Os vinhos chineses contam com vantagem absoluta em relação aos vinhos estrangeiros. As marcas nacionais, Changyu, Great Wall e Dynasty, dominam atualmente o mercado chinês. Segundo dados da câmara de Comercio Brasil-China, em 2005 a Changyu, registro 32,2% do mercado, enquanto a Great Wall, 27,7% e Dynasty 10,3%. Algumas marcas locais também ocuparam uma grande fatia do mercado.
Vários países do mundo vêem com bons olhos o mercado chinês. Portugal estuda a melhor forma de introdução de seus vinhos em restaurantes chineses, para poder conquistar este exigente mercado. Para evitar prejuízos, empresas de todo o mundo estão iniciando joint ventures com empresas chinesas, minimizando assim qualquer margem de erro na introdução dos vinhos.
Assim como os exportadores estão se ajustando, os produtores chineses também estão se movimentando para atender melhor a demanda interna, hoje concentrada em vinhos chineses de baixa qualidade, vendidos nos supermercados por 1,65 dólares a garrafa.
Algumas empresas chinesas oferecem salários de até U$ 100,000 a enólogos com experiência comprovada preferencialmente em Bordeaux. O negócio é ir estudar enologia em bordeaux, com um salário destes! – A verdade é que os chineses estão dispostos a provar qualquer vinho que desembarque em seu território, e aproveitando esta oportunidade, produtores mais tradicionais estão de olhos bem abertos. Países como Portugal, França e Itália estão estudando o mercado chinês aproveitando os mais de 100 milhões de potenciais consumidores. Chile e Austrália também já introduziram seus vinhos em terras chinesas. Logo os vinhos Brasileiros também estarão pelas terras imperiais e encontraremos os polêmicos vinhos chineses em nossas gôndolas.
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Regras de Ouro da Harmonização

Assim, publico abaixo as Regras de Ouro da Harmonização, que recebi do confrade e sommelier José Paulo Schiffini através do fórum "Degustação de Vinhos" do yahoogroups.
Espero que seja útil para todos da mesma forma que foi para mim.
1) Pratos salgados necessitam vinhos com elevada acidez natural.
2) Pratos de peixes carnudos combinam com tintos ligeiros.
3) Pratos gordurosos necessitam acidez ou taninos.
4) Pratos defumados brigam com vinhos “amadeirados”.
5) Aromas e sabores ricos e densos pedem vinhos similares.
6) Pratos muito temperados pedem vinhos refrescantes.
7) Carnes brancas aceitam brancos encorpados ou tintos leves.
8) Carnes vermelhas seguram tintos muito tânicos.
9) Combine sempre vinhos com os molhos, não o que está debaixo dos molhos.
10) Sobremesas com vinhos equivalentes em corpo e mais doces.



