terça-feira, 13 de outubro de 2009

O Vinho e a Pintura! - Pieter de Hoock


O quadro "Mulher Bebendo com Soldados" é de 1658 e está no Museu do Louvre, em Paris.
Pieter de Hooch, nasceu em Roterdam, na Holanda em 1629 e morreu em 1684 em Amsterdam em um asilo de doentes mentais.

Fonte:www.papodevinho.blogspot.com

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Terramater Vineyard Reserve Cabernet Sauvignon

Recentemente comprei algumas garrafas do pessoal lá do Empório Vinis, na cidade de Itatiba, onde fui atendido pela Mariana e acabei trazendo algumas garrafas dos vinhos chilenos produzidos pela TerraMater. Vale lembrar que comprei todas as garrafas sem provar antes, mas até agora os resultados foram muito bons.

Como já havia gostado muito do Sauvignon Blanc (relembre aqui), logo achei uma oportunidade para abrir mais uma garrafa.

Desta vez escolhi um vinho da linha intermediária, chamada de Vineyard Reserve que é a linha logo acima da básica Paso Del Sol, mas ainda abaixo da Limited Reserve e da top Altum.

O Vinho: Terramater Vineyard Reserve

Safra: 2006

Uvas: 100% Cabernet Sauvignon

Comentários:
Na taça apresentou uma cor rubi profundo, levemente translúcido e com aura levemente marrom, mostrando alguns sinais de envelhecimento..

Os aromas de média potência lembravam frutas em compota, ameixas e goiaba fresca com notas herbáceas e de baunilha.

Na boca é redondo, com corpo médio, taninos macios e uma acidez corretíssima para acompanhar uma macarronada de domingo.

Deixou no fundo da taça aromas predominantemente de baunilha ou algum doce com baunilha e um toque de fumaça.

Para o meu paladar este é um ótimo vinho, bem equilibrado e macio.
Fiquei surpreendido com a qualidade desta linha intermediária e já estou curioso pra ver como serão os dois da linha Limited Reserve que tenho aqui.

Vale a pena provar!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Quer saber mais sobre o Jerez?

É uma das mais famosas regiões vinícolas da Espanha, situada ao sul de Sevilla, mais precisamente próxima da costa atlântica, nas cercanias das cidades de Jerez de la Frontera, San Lúcar de Barrameda e El Puerto de Santa María, próximas a Cadiz.

O método de elaboração O Jerez, como o vinho do Porto, é um vinho fortificado, isto é, que recebe a adição de aguardente vínica, tornando-se mais alcoólico e "mais forte".
No Porto a aguardente é adicionada durante a fermentação, interrompendo-a e originando um vinho doce, enquanto no Jerez ela é adicionada após a fermentação ser concluída, dando um vinho seco.

O aroma e gosto especiais e únicos do Jerez se devem à uva, ao método de elaboração específico e ao envelhecimento pelo sistema de “solera” que comentaremos mais à frente.

O Jerez sempre é um corte (mistura) de vinhos de vários anos diferentes e não de uma só safra.
O Jerez é envelhecido pelo sistema original: o sistema Solera, onde são utilizados barris de carvalho americano, denominados botas, com capacidade para 600 litros, cheios até 5/6 de sua capacidade.

Enquanto em outras regiões vinícolas os barris são hermeticamente fechados, em Jerez eles são abertos para permitir que o vinho seja airado pela brisa do sudoeste.
Terminada a fermentação alcoólica e esgotados os açúcares do mosto, as leveduras sobem até a superfície e formam uma película, o velo de flor (véu de flor) ou simplesmente flor de Jerez.

Esses microorganismos permanecem na superfície do vinho, e aí, na presença do oxigênio do ar, transformam alguns componentes do vinho. Esse processo de intensa e contínua ação metabólica das leveduras da flor denomina-se crianza biológica e, na realidade, é um envelhecimento biológico do vinho, e confere as características organolépticas (sensoriais) únicas do Jerez.

As botas são colocadas em, pelo menos, três fileiras superpostas. A primeira, a solera, colocada no chão, contém o vinho mais velho pronto para ser engarrafado e as que estão sobre ela denominam-se criaderas. A quantidade de vinho que é retirada da solera é reposta com o vinho da fileira logo acima, a primeira criadera, que por sua vez é completada com o vinho da fileira superior, a segunda criadera e assim por diante, até a criadera superior (mais jovem) que é preenchida com o vinho mais novo daquele ano.

Existem oito tipos principais de Jerez, a saber:

Fino - é pálido da cor da palha, seco, com um aroma delicado de torrefação e de nozes, seco e leve no paladar e envelhecido sob a "flor". Deve ser servido ligeiramente gelado.

Manzanilla - é um Fino muito seco, exclusivo das bodegas de Sanlúcar de Barrameda, onde é envelhecido sob a "flor". Possui as características do Fino, acrescidas de aroma e gosto da brisa marítima que existe nas bodegas de Sanlúcar. Também deve ser servido ligeiramente gelado.

Amontillado - tem cor âmbar, é seco, envelhecido e tem aroma de nozes, porém mais intenso e mais fresco do que os dois anteriores. Na boca é mais macio e encorpado.

Oloroso – seco, às vezes doce, envelhecido, encorpado, da cor âmbar do mogno e, como o seu nome sugere, seus aromas são fragrantes e intensos e lembram também a nozes.

Palo Cortado – seco, envelhecido, muito pouco produzido.

Pale Cream - de cor de palha bem pálida e com aromas de torrefação é macio e doce no paladar.

Pedro Ximenez – doce produzido por poucas vinícolas, equivale ao tipo anterior.

Cream - é um Oloroso muito doce feito com a uva Pedro Ximenez. Tem cor de mogno bem escuro e aromas de torrefação intensos e delicados. No palato é bem doce, redondo, aveludado e bem encorpado.

Fonte:http://www.enoteca.com.br/index.php?id=31821

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Adega Chesini Gran Vin - por André Logaldi


Este é um vinho produzido no Rio Grande do Sul pela Adega Chesini (http://www.adegachesini.com.br/ ), que gentilmente nos cedeu duas amostras do seu vinho top para que pudéssemos conhecê-lo.

Seguem abaixo os comentários do André sobre ele.

Um vinho de coloração intensa, ainda muito jovem no aspecto visual, rubi violáceo concentrado, lágrimas fartas que tingem as bordas da taça.

No exame olfativo, de intensidade média, predominam aromas de frutas maduras (escuras), algo de especiarias e notas empireumáticas leves, mais próximas de tons lácteos do que tostados, nuances de chocolate e ervas secas.

Na boca, deveria se esperar um vinho tão concentrado quanto na cor, mas tem uma estrutura relativamente leve, corpo leve-médio, média acidez, o álcool de impressionantes 14%, sobra um pouco. Estrutura tânica também de média intensidade, textura agradável, de ataque macio e leve secura final. Deixa um retrogosto de frutas maduras e tem uma persistência curta-média.

O vinho passa em maturação em barricas de carvalho, mas sem menção do tempo, inclusive no site da empresa, de Farroupilha.

O vinho não tem estrutura suficiente para suportar longa guarda, provavelmente não mais do que 6 anos, embora a análise de uma única garrafa não seja um parecer definitivo.

Em linhas gerais, se mostra muito rico em cor, razoável complexidade olfativa e estrutura de boca marcada por leve desequilíbrio alcoólico e falta de melhor expressão de fruta, acidez e taninos. Minha descrição não dever ser tomada como um indicador de falha, sobretudo na acidez, que muitas vezes pode se mostrar correta ao verificarmos o pH, mas no equilíbriop geral o álcool saliente pode causar esta impressão de acidez, não necessariamente baixa, mas insuficiente.

Não tenho dados técnicos para tentar decifrar os eventuais méritos ou falhas de vinificação, se o álcool atingido foi por meio de chaptalização ou não.

O vinho tem uma boa apresentação geral, com uma bela garrafa, capricho no rótulo e na rolha. Não tenho o preço, mas dependendo do valor pode ser uma boa opção de mercado.

Aproveitei para analisá-lo sob a ótica gastronômica e ele se mostra um vinho agradável e apto para harmonizações com pratos de peso mediano e alguma untuosidade até (o que pode indicar que a acidez não é tão baixa, mas o álcool que é mesmo muito).

Se alguém ficar curioso com relação à uma nota, a minha seria 83-84.
Num resumo final, o vinho me parece no limite das possibilidades da casta em território brasileiro, que gera vinhos que não devem e nem podem ser muito melhores do que este. Me parece que os cuidados de vinificação foram adequados, com as limitações relacionadas antes à casta e ao terroir do que propriamente do trabalho do enólogo.

Não os conhecia e acho que vale a pena prestar atenção à família Chesini daqui para diante. A tendência natural deve ser melhorar.

Este vinho me lembra muito alguns vinhos espanhóis do tipo “Joven” ou “Roble” com breve passagem em barricas e justamente como este exemplar nacional, ricos e concentrados em cor, madeira discreta e paladar de média intensidade, frutados porém faltando uma estrutura mais sólida. Se a intenção deste vinho for relativamente modesta, ele pode ser considerado um ótimo vinho, mas se a idéia é ou foi fazer um vinho premium, ele deixa a desejar, repito: não por descuido, mas pelas limitações de terroir.

Sem dúvida é uma empresa séria e confiável. Erros e acertos são inerentes ao desejo e continuidade do trabalho.

André Logaldi é médico cardiologista, enófilo, diretor de degustação da ABS-SP, colaborador da revista Wine Style, revisor técnico de livros sobre vinhos.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

O Vinho e a Pintura! Santa Ceia

Esta pintura está na igreja de Sant´Angelo, em Capua (Itália). Foi pintado no ano de 1100, por um mestre bizantino desconhecido. É a Santa Ceia antes de Da Vinci.

Fonte:www.papodevinho.blogspot.com

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Courmayeur Espumante Moscatel

Este aqui é mais um dos vinhos que adquiri da Vinícola Courmayeur.

Como já havia acontecido com o Reserva Merlot, este aqui também foi um vinho que valeu a pena comprar.

O Vinho: Courmayeur Espumante Moscatel

Safra: 2008

Uvas: 100% Moscatel

Comentários:
Na taça apresentou uma cor amarelo palha , límpido e com uma perlage fina e constante.

Aromas de boa persistência que lembravam abacaxi, maracujá e mel, com um toque cítrico.

Na boca é doce, mas sem ficar enjoativo, lembrando pêssegos em calda com um final bem cítrico.
Muito bem equilibrado.

Na minha opinião este é um ótimo espumante, perfeito para quem não gosta dos vinhos Brut ou Extra Brut.
Muito bom para abrir em um dia de calor.
Se voce ficou interessado pode comprar diretamente do setor de vendas da vinícola.

sábado, 3 de outubro de 2009

Miolo Seleção Tinto 2008



Novamente atrasado, mas desta vez não foi tanto........

Este é o vinho do mês de Outubro da Confraria Brasileira de Enoblogs, escolhido pelo nosso confrade Laércio, do blog Avaliador de Vinhos.

Ao que parece, a escolha deste vinho foi motivada pelas mudanças realizadas nesse vinho na safra 2008.

A primeira grande alteração visível foi o rótulo. Onde antes havia o antigo rótulo já conhecido por todos com seus detalhes monocromáticos em cinza, agora temos um rótulo totalmente repaginado em preto e vermelho, destacando a nova composição do corte.

O Vinho: Miolo Seleção Tinto

Safra: 2008

Uvas: Cabernet Sauvignon e Merlot

Comentários:
Cor rubi levemente translúcido, praticamente sem aura.

Aromas de boa potência que lembram ameixas, goiabas, frutas em compota com toques de amêndoas e menta.

Na boca apresentou corpo médio com taninos leves mas ainda presentes, uma acidez dentro do padrão normal e que no geral deixou o vinho equilibrado.

Um fundo de taça com aromas de frutas e defumado completaram o conjunto.

Confesso que particularmente fiquei surpreso, de forma positiva, com essa nova versão do Miolo Seleção. O vinho me agradou bastante, bem equilibrado e se mostrou um vinho justo para se beber no dia a dia.

Uma ótima surpresa do nosso amigo Laércio. Parabéns!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Courmayeur Espumante Chardonnay Brut

Este aqui é o terceiro entre os 6 que adquiri da Vinícola Courmayeur.

Neste caso é um espumante brut, produzido predominantemente com uvas Chardonnay e uma pequena parte de Pinot Noir, utilizando o método Charmat.

O Vinho: Courmayeur Espumante Chardonnay Brut

Safra: 2008

Uvas: 100% Chardonnay

Comentários:
Na taça apresentou uma cor amarelo palha com reflexos esverdeados e uma perlage de tamanho médio, não tão fina quanto os espumantes anteriores.

Aromas de boa persistência que lembravam frutas verdes, algo de tostado com um final levemente adocicado.

Na boca é bem seco, refrescante, com corpo bem leve e com uma acidez pronunciada, mas com uma persisência um pouco menor que os outros espumantes do mesmo produtor.

Deixa um leve amargor no final da boca.

Na minha opinião este é um bom espumante nacional, perfeito para quem gosta de vinhos Brut com um bom custo x benefício e pode ser adquirido diretamente no setor de vendas da Courmayeur.