segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Morandé Reserva Pinot Noir


Um sábado desses eu estava querendo cozinha alguma coisa e não sabia exatamente oque fazer.
Resolvi fazer um risoto de açafrão com bacon e filé de frango com limão e convidei um casal de amigos para compartilhar o momento.
Eles aceitaram prontamente o convite e trouxeram este vinho para harmonizar com o prato.

O Vinho: Morandé Reserva

Safra: 2008

Uvas: 100% Pinot Noir

Comentários:
Um vinho jovem, rubi brilhante, límpido e translúcido com aura rosada.

Apresentou aromas de média potência onde se destacaram os frutos vermelhos como morango e groselha com um leve toque de baunilha.

Na boca mostrou um corpo leve com taninos macios e pouca acidez, que resultaram em um vinho bem equilibrado e suave.

No fundo de taça deixou um aroma de frutas em compota.
A escolha não poderia ter sido melhor, harmonizou perfeitamente com o prato.

Na minha opinião este é um ótimo exemplo de pinot noir do novo mundo, macio e saboroso na boca com um ótimo custo x beneficio.
Vale a pena provar.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Pericó - Taipa

Um tempo atrás adquiri 3 rótulos da Casa Pericó para provar.


Este aqui foi o segundo vinho que abri e também não deixou nada a desejar.

O primeiro ponto que devemos considerar sobre esse vinho pode ser visto na foto ao lado.Uma garrafa e um rótulo muito bem trabalhados, dando um toque refinado ao produto final.

O segundo ponto vem logo abaixo, o vinho propriamente dito
O Vinho: Taipa
Safra: 2008
Uvas: Cabernet Sauvignon e Merlot

Comentários:

Na taça apresentou uma cor salmão claro, translúcido e brilhante, praticamente com a mesma cor dos famosos Rosés de Provence.
Aromas leves que lembravam frutas frescas como morangos, cerejas, notas florais, com um toque de baunilha, amêndoas e defumado, revelando sua breve passagem por barricas de carvalho francês.
Na boca mostrou um corpo leve com um leve ataque dos taninos e pouca acidez, que deixaram o vinho muito elegante, saboroso e equilibrado.
Deixou na boca um delicioso retrogosto frutado, novamente lembrando muito um rosé de provence.
Quem estiver interessado em provar esse vinho é só entrar em contato com o setor de vendas da Casa Pericó e adquirir suas garrafas. Vale a pena provar!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vinhos e seus Aromas: (Quase) Tudo menos Uva - por André Logaldi

Vinhos & Seus Aromas: (Quase) Tudo Menos Uva - por André Logaldi

 
É inevitável que os enófilos curiosos queiram saber por que se pode achar tantos aromas de frutas e outras coisas numa taça de vinho, feito de uva. A equação não fecha de modo intuitivo, é preciso estudar! Bem, e daí?

Daí que a mágica se chama fermentação, mas a “bruxaria” já começa na natureza, na videira, rica em precursores aromáticos, substâncias que possuem poder de atração sobre os insetos, para que estes veiculem o pólen das flores permitindo a reprodução da planta, que é hermafrodita. Uma vez que os bagos são a evolução de flores fecundadas, então eles carregam consigo estes precursores e a fase final do “ritual” é a fermentação alcoólica (e a malolática) que fará com que através de reações químicas incessantes, algumas dezenas de precursores se transformem em centenas de compostos de poder estimulante do olfato.

Exemplo: alguns álcoois se transformam em ésteres ou aldeídos que em geral, tem poder odorante muito maior. Estas moléculas odorantes nos remete a outros elementos da natureza porque toda esta química natural existe em todos os seus componentes. Assim, banana tem este nome por uma categorização que os humanos criaram para diferenciá-la de outros frutos. Nós chamamos de banana aquela fruta de formato típico que o macaco come, mas na natureza ela é um fruto que é mais rico em acetato de isoamila do que outros odorantes. Tudo o que tiver este composto vai cheirar a banana. E não será a única fruta do mundo a possuir este composto. O que varia de uma espécie a outra, é a concentração percentual.

Em testes de laboratório, como na cromatografia, é possível identificar as moléculas presentes nos vinhos e assim, vemos que um mesmo vinho pode conter quantidades maiores ou menores de digamos, benzaldeído. Esta substância diluída em um meio ácido e rico em álcool como é o vinho, pode ter sua capacidade odorante amplificada e benzaldeído cheira a cerejas, mirtilos, pêssegos, ameixas entre outros. Desta forma um vinho rico nesse composto pode fazer com que quatro degustadores diferentes cite cada uma destas frutas diferentes, cada um puxado de acordo com sua memória olfativa.

Tendemos a acreditar que a natureza é aquilo que fazemos dela, como a classificamos ou categorizamos. Mas ela é muito mais do que isso, muito mais complexa e interligada do que parece. Nós, devemos ter a humildade de saber reconhecer que criamos estas classificações para não mais que mascarar nossas limitações. Mas enfim, isso serve como um conforto pois a mágica do aprendizado se renova ao longo da vida, basta que não sejamos insensíveis à este chamado da natureza!

 
André Logaldi é médico cardiologista, enófilo, diretor de degustação da ABS-SP, colaborador da revista Wine Style, revisor técnico de livros sobre vinhos.



terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Vinho e a Pintura! Juan de Juanes

Quando se fala em última Ceia, se pensa logo em Leonardo Da Vinci, mas diversos pintores retrataram o momento da Eucaristia. Esta bela obra é de Juan de Juanes ou Joan de Joanes, pintado em 1550.


Juan de Juanes nasceu em Valencia (Espanha) em 1523 e morreu em Bocairente (Espanha) em 1579. Está esposta no Museu do Prado, em Madrid.

Fonte: http://www.papodevinho.blogspot.com/

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Courmayeur Reserva Merlot

Em uma de minhas buscas por boas vinícolas brasileiras, encontrei a vinícola Courmayeur, uma vinícola com sede na cidade de Garibaldi e que atualmente produz diversos rótulos entre brancos, tintos e espumantes.

Após alguns contatos com o setor de vendas, acabei comprando uma caixa com 6 vinhos diferentes e logo que chegaram tratei de abrir um deles para provar.

O Vinho: Courmayeur Reserva

Safra: 2008

Uvas: 100% Merlot

Comentários:
Na taça mostrou uma bonita cor violeta, levemente translúcido, brilhante e com aura violácea.

Apresentou aromas de media potência que lembravam frutas frescas com toques de baunilha, hortelã e amêndoas.
No nariz o álcool e a madeira estavam bem integrados ao conjunto.

Na boca tem um corpo médio, uma acidez correta e taninos suaves, que deixaram o vinho bem harmonioso e macio.

Deixou na boca um leve amargor que não chegou a incomodar.

No fundo de taça restaram aromas frutados com um toque de defumado.

Na minha opinião esta é uma ótima opção de vinho para o dia a dia.
Aqui em casa harmonizou bem com o "bom e velho" filé com fritas.
Se você tiver a oportunidade, vale a pena conhecer.

domingo, 6 de setembro de 2009

Mais novidades no O Tanino!

Amigos,

começamos o mês com algumas novidades!

Apesar de perder o post do Palo Alto, o vinho do mes da Confraria Brasileira de Enoblogs, já tenho comigo o vinho de outubro, então esse não passará em branco.

Outra novidade foi um pequena alteração no logotipo do blog, retirando alguns efeitos de photoshop, achei que ficou um pouco mais clean. Ainda tenho mais algumas coisas que gostaria de alterar nele, mas por enquanto acho que ficou bacana.

A terceira e última novidade é uma parceria com o blog Papo de Vinho, do nosso amigo Beto Duarte, que autorizou que eu copiasse aqui para O Tanino seus posts "Vinho e Pintura!" , que particularmente considero uma visão muito interessante do mundo de baco inserido em grandes obras de arte.

Bom, por enquanto é isso que está acontecendo por aqui.

Um grande abraço e agradeço a acessam O Tanino e me incentivam a continuar buscando melhorias.

Jean
http://www.otanino.blogspot.com/

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pericó Espumante Natural Brut Rosé

Particularmente já ouvi muita gente falar bem dos espumantes da Casa Pericó e como surgiu uma oportunidade, resolvi adquirir 3 rótulos para provar.


Inclusive, neste ano de 2009 este espumante ganhou uma medalha de ouro no VI Concurso do Espumante Brasileiro e o pessoal até me enviou uma foto da medalha propriamente dita.


Sem muita enrolação, vamos ao vinho!

O Vinho: Espumante Natural Brut Rosé

Safra: 2008

Uvas: 60% Cabernet Sauvignon e 40% Merlot

Comentários:

Na taça apresentou uma cor salmão levemente escuro, translúcido e límpido, com uma perlage fina e constante.

Logo de cara apareceram aromas de boa persistência que lembravam cerejas e morangos com um toque floral e bem refrescante.

Na boca é suave e agradável, sem amargor final e com uma boa acidez que deixou o vinho bem harmonioso. Após cada gole a boca ficava salivando, pedindo por mais vinho.

 Confirmando tudo que havia sido dito sobre este vinho, este é um ótimo espumante que fez por merecer a sua medalha de ouro.
 Quem estiver interessado em provar esse vinho é só mandar um e-mail para os vendedores da Casa Pericó e adquirir suas garrafas. Vale a pena provar!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amarone Della Valpolicella DOC


Em comemoração ao aniversário de 1 ano do O Tanino, resolvi “tirar as correntes” da minha adega e sacar lá de dentro um vinho de qualidade superior, algo digno de uma comemoração.

Depois de muito relutar, decidi por este Amarone produzido por Boscaini Carlo.

Se muita enrolação, vamos ao que interessa.

O Vinho: Amarone Della Valpolicella Clássico DOC S. Giorgio

Safra: 2004

Uvas: 50% Corvina, 35% Corvinone, 10% Rondinella, 5% Croatina & Dindarella

Comentários:
No site do produtor consta a informação de que foram produzidas apenas 3500 garrafas nesta safra e o vinho fica envelhecendo por 18 meses em tonéis de carvalho eslovaco.

Ao servir a taça, apresentou um vermelho rubi com aura alaranjada, levemente translucido.

Logo em seguida apareceram aromas leves e refrescantes que lembravam frutas vermelhas frescas com um toque de couro e mentolado.

Na boca foi onde este vinho mais me surpreendeu.
Corpo médio a encorpado.
No primeiro gole pareceu quente, revelando os seus 15,5% de álcool.
Mostrou taninos bem macios, uma boa acidez que não atrapalha em nada e um toque adocicado que contrasta com um final de boca levemente amargo
Uma longa persistência completa o conjunto.
E apesar de tudo isso, estava equilibrado. E muito.

Este vinho tem presença, bem marcante. Tudo nele é grandioso mas sem perder a harmonia
Ao meu ver é o tipo de vinho que pode ser chamado de “vinho de meditação”. Você serve uma taça e fica várias horas apreciando.

Vale a pena provar!