sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vinho e Música!



Alguns dias atrás o nosso confrade Marcelo, do blog Vinificando me convidou para participar de uma “harmonização” entre vinho e música.

A brincadeira consiste em tentar combinar um vinho sugerido com uma música de sua escolha. Achei a idéia bem interessante e como adoro as duas coisas, aceitei prontamente o convite do Marcelo para ver no que poderia resultar essa combinação.

Abaixo segue a descrição do vinho que o Marcelo me enviou e a minha música para combinar com ele. Visite também o Vinificando para ver o vinho que eu escolhi e a música que o Marcelo sugeriu.

Côtes-du-Rhône 2005 (E Guigal)


Quero apresentar, para este novo desafio enomusical, um vinho que me agrada sempre e que é, para mim, um exemplo de um feliz encontro entre tradição e inovação em Bordeaux. Refiro-me ao Tinto da E Guigal, Côtes-du-Rhône. Sob a batuta do competente Marcel Guigal, que assumiu a vinícola em 1961, após a doença de seu pai Etienne Guigal, a E Guigal vem aprimorando cada vez mais os seus vinhos mais básicos, demonstrando cuidado e atenção para oferecer ao mercado algo que seja de real qualidade, a despeito do preço.

Côtes-du-Rhône 2005, produzido com 55% Syrah, 35% Granache, 8% Mourvèdre e 2% outras, estagiou por 18 meses em barril de carvalho. No aspecto visual mostra-se com um vermelho intenso e brilhante. Boa viscosidade. O olfato é marcante, iniciando com frutas maduras, caminhando por notas florais e terminando com carne defumada e toque sutil de pimenta. Na boca (seu ponto forte), é encorpado e muito bem estruturado. Textura aveludada, seus taninos são perfeitamente domados, sem omitirem-se. O final é longo e levemente adocicado.

Eis aí um belo representante da França que, apesar de não ser uma opção propriamente barata, vale a pena ser conhecido.

Marcelo Oliveira


Como o Marcelo descreveu o vinho como sendo “um feliz encontro entre tradição e inovação”, resolvi escolher um artista que também tem sua parcela de tradição, representada pelo Rythm & Blues, mas com um grande toque de inovação, representado pelas suas “pegadas” de Rock´n Roll.

Estamos falando de Stevie Ray Vaughan, norte americano que nasceu em Dallas no dia 03 de outubro de 1954.

Stevie iniciou sua carreira tocando contra-baixo na banda do seu irmão Jimmie Vaughan, até que adquiriu experiência e resolveu formar sua própria banda, o Double Trouble.

A música escolhida é o clássico “Pride and Joy”, faixa do disco “Texas Flood” primeiro disco de Stevie Ray Vaughan & Double Trouble, lançado em 1983.

Seu estilo musical foi fortemente influenciado por nomes do blues e do rock, como Albert King, Jimi Hendrix, Freddie King e Albert Collins.
Stevie morreu em 27 de agosto de 1990, vítima de um acidente de helicóptero quando seguia para uma apresentação no Alpine Valley Music Theatre, onde na tarde anterior havia se apresentado ao lado de Robert Cray, Buddy Guy, Eric Clapton e seu irmão Jimmie Vaughan.

Stevie Ray Vaughan se foi, mas os seus clássicos como “Pride and Joy” permanecerão vivos para sempre.

2 comentários:

André Logaldi disse...

Eu também amo vinho e música e já fizemos esta brincadeira na Enoteca! Não é fácil, mas se o vinho tem, estruturalmente, um perfil mediano puxando para a delicadeza e é macio, eu já penso em algo semi-acústico. Média também seria a complexidade. Para o lado do estado de espírito ele não é um vinho meditativo, então a música não pode ter uma expressão filosófica ou etérea demais, mas também não alegre demais. Alguma dissonância e acordes menores não dominantes podem cair bem. O vinho sugere a elegância, marca de Guigal. Na linha "guitarristas" eu talvez recaísse sobre Robben Ford, talvez Pat Metheny, quem sabe Rory Gallagher. Em grupos, talvez uma versão semi-acústica de "Three of a perfect pair" do King Crimson. Talvez uma música "redonda" melodicamente, mas com leves incursões dissonantes e tensas no meio, como em "Goodbye blue sky" do Pink Floyd. Difícil escolher uma!

Gabriela disse...

André,

com certeza as opções são infinitas......

Passei muito próximo de "Lost for Words" do Pink Floyd, ou algum progressivo tipo yes, mas nesse dia tive uma recaída para o blues e acabei optando pelo Ray Vaugham.......

Vamos ver nas próximas oque vai rolar........

Obrigado pelo comentário

Jean